sexta-feira, 23 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Fotoetnografando....
O registro fotográfico é a reunião da subjetividade do fotógrafo, acrescida de fatores intelectuais, emotivos, fundamentados em um tratamento expressivo que ele da sobre o significado de ver e registrar a realidade que representa na imagem fotográfica. Este procedimento caracteriza o principal elemento constitutivo da narração visual, a fotografia que intensifica o ato de olhar, gravando a observação do fenômeno, que posteriormente poderá acrescentar a esta imagem muda complementos verbais, se achar que é necessário explicar e interpretar o que a imagem contém.
Porém o elemento constitutivo do trabalho investigativo cientifico, na área das ciências sociais não é fruto apenas uma mera interpretação do visível, assim como a imagem fotográfica não é uma ilustração alegórica da investigação. O trabalho cientifico etnográfico no dizer de Marcel Mauss(2002), adverte para que “(...)tiene como fin la observación de las sociedades; como objetivo, el conocimiento de los hechos sociales. Registra esos hechos, por necesidad establece sus estadísticas y publica documentos que brindan el máximo de certeza”. (MAUSS.2002.21).
Porém o elemento constitutivo do trabalho investigativo cientifico, na área das ciências sociais não é fruto apenas uma mera interpretação do visível, assim como a imagem fotográfica não é uma ilustração alegórica da investigação. O trabalho cientifico etnográfico no dizer de Marcel Mauss(2002), adverte para que “(...)tiene como fin la observación de las sociedades; como objetivo, el conocimiento de los hechos sociales. Registra esos hechos, por necesidad establece sus estadísticas y publica documentos que brindan el máximo de certeza”. (MAUSS.2002.21).
domingo, 18 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
O tempo cíclico
Viver sem as horas e os ponteiros do relógio!
Mover-se com as marés, viver no ritmo da natureza, pensar como o vento e circular como o sol.
Eis a natureza da vida, eis o viver do homem que move-se, aproveitando cada minuto do tempo que dispõe...
Mover-se com as marés, viver no ritmo da natureza, pensar como o vento e circular como o sol.
Eis a natureza da vida, eis o viver do homem que move-se, aproveitando cada minuto do tempo que dispõe...
domingo, 4 de maio de 2008
Nossa Senhora da Saúde
A capela original construída por portugueses, teve a escolha do nome da santa realizada por simpatia para com a mesma. O fato perdeu-se na memória coletiva, com o passar do tempo, porém nas entrevistas apurou-se que quase todos os fundadores e construtores da comunidade, eram portugueses e de regiões próximas a Espinhel, Ágüeda.
Aponta a tradição portuguesa, que a invocação à santa e a crença em sua intervenção miraculosa que levou ao fim de vários surtos de peste ocorridos em Portugal, teriam feito que fossem erguidas, em sua honra, nas povoações libertas do flagelo, igrejas em sua devoção e agradecimento, popularizando a devoção a Nossa Senhora da Saúde.
Acredita-se, que pela tradição religiosa herdada, os laços de parentesco e afetividade, que os portugueses residentes na Ilha dos Marinheiros, mantém com os parentes residentes em Portugal, mantenham vivo em seu subconsciente este fato, e que na hora de escolherem uma santo padroeiro para a capela que construíram, recordaram-se da devoção a esta denominação dada a Nossa Senhora , a de intercessora para a Saúde.
A antiga capela, que como diz seu Antônio, “ficava lá pro meio dos campos”, com a destruição pelo tempo, foi em 1976 “(...) construída uma nova capela, mudando as características da anterior, que já se encontrava totalmente destruída”.(AZEVEDO.2003. 87). A nova capela foi construída mais próxima da zona produtiva.
A atual capela de Nossa Senhora da Saúde fica ao lado do campo de futebol do Esporte Clube Libertador. Está proximidade ao campo de futebol, a proximidade as algumas residências, a distância que fica da estrada, lhe conferem um ar de coisa privada, de intimidade, pois o seu acesso é feito através de uma estrada, que passa por dentro de uma propriedade come uma porteira, para dar acesso ao campo, ao salão e a própria Igreja.
A data das festas tem sofrido algumas alterações devido ao clima que existe no mês de agosto, o forte do inverno na região, e as adversidades climáticas, características desta época, que castigam a ilha dos Marinheiros, tanto como os ventos oriundos da lagoa dos Patos como os que provêm do oceano Atlântico. As chuvas, o frio, e a situação econômica dos moradores do Fundos da Ilha, também tem contribuído para isto.
Aponta a tradição portuguesa, que a invocação à santa e a crença em sua intervenção miraculosa que levou ao fim de vários surtos de peste ocorridos em Portugal, teriam feito que fossem erguidas, em sua honra, nas povoações libertas do flagelo, igrejas em sua devoção e agradecimento, popularizando a devoção a Nossa Senhora da Saúde.
Acredita-se, que pela tradição religiosa herdada, os laços de parentesco e afetividade, que os portugueses residentes na Ilha dos Marinheiros, mantém com os parentes residentes em Portugal, mantenham vivo em seu subconsciente este fato, e que na hora de escolherem uma santo padroeiro para a capela que construíram, recordaram-se da devoção a esta denominação dada a Nossa Senhora , a de intercessora para a Saúde.
A antiga capela, que como diz seu Antônio, “ficava lá pro meio dos campos”, com a destruição pelo tempo, foi em 1976 “(...) construída uma nova capela, mudando as características da anterior, que já se encontrava totalmente destruída”.(AZEVEDO.2003. 87). A nova capela foi construída mais próxima da zona produtiva.
A atual capela de Nossa Senhora da Saúde fica ao lado do campo de futebol do Esporte Clube Libertador. Está proximidade ao campo de futebol, a proximidade as algumas residências, a distância que fica da estrada, lhe conferem um ar de coisa privada, de intimidade, pois o seu acesso é feito através de uma estrada, que passa por dentro de uma propriedade come uma porteira, para dar acesso ao campo, ao salão e a própria Igreja.
A data das festas tem sofrido algumas alterações devido ao clima que existe no mês de agosto, o forte do inverno na região, e as adversidades climáticas, características desta época, que castigam a ilha dos Marinheiros, tanto como os ventos oriundos da lagoa dos Patos como os que provêm do oceano Atlântico. As chuvas, o frio, e a situação econômica dos moradores do Fundos da Ilha, também tem contribuído para isto.
terça-feira, 29 de abril de 2008
A oralidade da lenda... Mitos ????
Assim como diz Mauss; “É da natureza da sociedade expressar-se simbolicamente nos seus costumes e nas suas instituições” (Mauss. 15.2001). , entende-se como a observação das festividades religiosas, no caso as procissões, tem uma relevante importância para o estudo dos resquícios da imigração portuguesa, colonizadora da ilha para a compreensão do grupo étnico social da Ilha dos Marinheiros e da sua relação com o sagrado, com os mitos e as lendas que compõem o imaginário coletivo desta população.
O relato oral de Carocha, pescador da Marambaia e do Bita também pescador
“ Olha nois táva num lugar lá no retiro. sem nada. Não tinha casa, não tinha gente, não tinha nada. Noís muito namorador e ia nos lugar das vila dos outro pescador do norte. Depois nóis voltava a cavalo. Eu e o Bita tava voltando até onde o meu pai tava esperando. Ele tinha acendido um liquinho, para nóis o achar. Tinha muita cerração e tava escuro que nem preto.
Nóis tava a cavalo e no meio do nada, começamo a ouvi risada de mueí. Riam na nossa frente. Riam atrais de nóis. Riam encima de nóis. Isso foi um vinte minuto ouvindo as risada. Olha era as Bruxa! Elas andam atrás de home solteiro. Nois tinha so 28 ano e era solteiro. Mas era as Bruxa! Hoje não se fala mais nisso. Nóis os véio sabemu, mas a gurizada não.”
O relato oral de Carocha, pescador da Marambaia e do Bita também pescador
“ Olha nois táva num lugar lá no retiro. sem nada. Não tinha casa, não tinha gente, não tinha nada. Noís muito namorador e ia nos lugar das vila dos outro pescador do norte. Depois nóis voltava a cavalo. Eu e o Bita tava voltando até onde o meu pai tava esperando. Ele tinha acendido um liquinho, para nóis o achar. Tinha muita cerração e tava escuro que nem preto.
Nóis tava a cavalo e no meio do nada, começamo a ouvi risada de mueí. Riam na nossa frente. Riam atrais de nóis. Riam encima de nóis. Isso foi um vinte minuto ouvindo as risada. Olha era as Bruxa! Elas andam atrás de home solteiro. Nois tinha so 28 ano e era solteiro. Mas era as Bruxa! Hoje não se fala mais nisso. Nóis os véio sabemu, mas a gurizada não.”
segunda-feira, 28 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
A Imagem
Estes dois domínios, o da imagem visual, real e o da imagem mental, remetem o observador para a identificação do signo e da representação. Mas é esta concepção de materialidade da imagem, que é fruto, do processo do pensamento, que levava à Aristoteles a defender a tese de “que o pensamento é impossível sem imagens” (Sobre a memória 450 a.c.).
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Saiu no jornal Soberania do Povo - Portugal
O Jornal, Soberania do Povo, de Portugal da cidade de Ágüeda, publicou a seguinte notícia, dia 23 de maio, alguns dias antes da inauguração do Santuário, intitulado de “BRASIL - ENCANTO N. S. DE LURDES NA ILHA DOS MARINHEIROS”, que se transcreve na íntegra, pois se indo além do que está escrito, pode se perceber a relação que o povo da Ilha mantém com o povo de Portugal, e este com seus descendentes, os ilhéus, que ali residem. Aqui se vê a construção de uma nova “tradição inventada”, .......;
“As obras do Recanto de Nossa Senhora de Lourdes, no Porto do Rey, na Ilha dos Marinheiros (Rio Grande, Brasil), estão em, fase final. O Recanto é um projecto da OSCIP, Sociedade Marinhense de Desenvolvimento Sustentável e que será inaugurado a 26 de Maio.
O recanto é mais um atractivo turístico que será entregue aos ilhéus, aos turistas e visitantes em geral. Trata-se de um templo ao ar livre integrado à natureza. Um local de oração, contemplação, paz e reflexão. Ganhamos um presente. As imagens foram esculpidas por Érico Gobbi e foram doadas com a intenção de dar uma maior desenvolvimento económico a região. Devemos valorizar as imagens também como obras de arte de grande valor artístico.
Um lindo jardim está sendo construído. Grande parte do espaço recebeu calcetamento com pedras rústicas e bancos doados pela prefeitura. Recebemos também de presente um chafariz para embelezar mais o recanto. A doação foi feita pelo economista Fuad Nader, um grande amigo da ilha.
Os recursos para a construção vieram da iniciativa privada. É muito importante essa ajuda das empresas para que possamos executar nossos projectos. Só assim poderemos melhorar a situação dos ilhéus possibilitando a eles novas alternativas de vida. As empresas que ajudam podem deduzir essas doações no imposto de renda e terão homenagem especial de reconhecimento. Foram gastos ali em torno de 150.000 reais.
Nesse local poderão ser realizadas missas, casamentos, actividades religiosas e até didácticas. Foram construídas neste espaço, a casa do zelador, banheiros, altar, palco para actividades artísticas, casa das lembrancinhas e casa miniatura de Santa Bernardete.”.
Senhoras da comunidade já estão se dedicando à produção do artesanato religioso e esperam que o local venha aquecer a economia local. (http://www.soberaniadopovo.pt/portal/index.php?news=1296).
“As obras do Recanto de Nossa Senhora de Lourdes, no Porto do Rey, na Ilha dos Marinheiros (Rio Grande, Brasil), estão em, fase final. O Recanto é um projecto da OSCIP, Sociedade Marinhense de Desenvolvimento Sustentável e que será inaugurado a 26 de Maio.
O recanto é mais um atractivo turístico que será entregue aos ilhéus, aos turistas e visitantes em geral. Trata-se de um templo ao ar livre integrado à natureza. Um local de oração, contemplação, paz e reflexão. Ganhamos um presente. As imagens foram esculpidas por Érico Gobbi e foram doadas com a intenção de dar uma maior desenvolvimento económico a região. Devemos valorizar as imagens também como obras de arte de grande valor artístico.
Um lindo jardim está sendo construído. Grande parte do espaço recebeu calcetamento com pedras rústicas e bancos doados pela prefeitura. Recebemos também de presente um chafariz para embelezar mais o recanto. A doação foi feita pelo economista Fuad Nader, um grande amigo da ilha.
Os recursos para a construção vieram da iniciativa privada. É muito importante essa ajuda das empresas para que possamos executar nossos projectos. Só assim poderemos melhorar a situação dos ilhéus possibilitando a eles novas alternativas de vida. As empresas que ajudam podem deduzir essas doações no imposto de renda e terão homenagem especial de reconhecimento. Foram gastos ali em torno de 150.000 reais.
Nesse local poderão ser realizadas missas, casamentos, actividades religiosas e até didácticas. Foram construídas neste espaço, a casa do zelador, banheiros, altar, palco para actividades artísticas, casa das lembrancinhas e casa miniatura de Santa Bernardete.”.
Senhoras da comunidade já estão se dedicando à produção do artesanato religioso e esperam que o local venha aquecer a economia local. (http://www.soberaniadopovo.pt/portal/index.php?news=1296).
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Amores
Trago no peito a força da terra nova e a herança da terra mãe.
No lado esquerdo do peito. Trago a emoção, o amor, o coração, a cultura e a saudade.
Mas também levo a força da vida nova no lado direito do peito....
No lado esquerdo do peito. Trago a emoção, o amor, o coração, a cultura e a saudade.
Mas também levo a força da vida nova no lado direito do peito....
sábado, 19 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)







